Um dia de cada vez

03/12/2014 | Por Angela Maria Aly Cecilio
A entrevista postada pelo Projeto Mais Amigas (leia aqui) retrata o meu caminhar desde 2012.

Como sou uma sobrevivente, aceitei partilhar a minha história, pois a palavra Câncer é ainda muito forte e carrega uma pecha de preconceito : "aquela doença", "doença ruim", entre tantas outras falas, e como o Câncer está cada vez mais presente, esses depoimentos ajudam as pessoas a enfrentarem melhor a situação.

Não é fácil, não, e por isso, precisamos nos comprometer com a causa.

O apoio da minha familia, especialmente o Amor do meu marido, Elias, parceiro, companheiro de 38 anos de casados e 6 de namoro, que ficou comigo os 59 dias de hospital e me acompanhou a quase todas as sessões de QT, foi fundamental para que eu me sentisse amada, acolhida.O entendimento dos filhos e netos da necessidade de estarem pertos e otimistas com relação a tudo que estava acontecendo, me fazia confiante. Hoje, passados 2 anos, a minha neta Lya, muito observadora, me disse um dia desses: - Vovó, sabe, eu tive uma peninha de você quando você ficou careca! - e ai perguntei: por quê?-Pensei que você fosse morrer"... A Tereza, que é a mais velha, na época com 7anos, me observava o tempo todo e também ficou preocupada quando soube que eu estava com Câncer, e me disse: "que bom que voce está bem e não está mais com Câncer". A Clara, quando os meus cabelos começaram a cair, pegou a Magali, sua bonequinha de borracha, e ficou esfregando na parede para que ela também perdesse os cabelos, e ela só tinha 4 anos.

Na primeira semana da aplicação da QT, tive umas intercorrências e ficava muito cansada. Quando eu melhorava, lá pela 3ª semana, as meninas vinham sempre me ver e ficavam me fazendo companhia.

Hoje, faço o meu controle a cada 3 meses com acompanhamento médico e exames de laboratório e imagem ...e a cada ciclo com os exames todos negativos, comemoro com muita alegria.

Mudamos para Piracicaba e eu me engajei em um projeto de prevenção do Câncer- Associação ILUMINA, que se preocupa em trazer os pacientes para a possibilidade de tratamento, minimizando suas dores.

A minha dedicação e otimismo aliados a todos que acompanharam e viveram comigo todo o "tsunami" que me atingiu, me fizeram sobreviver àquele momento.

Hoje, realmente sem ser piegas, vivo um dia de cada vez e procuro fazer o melhor naquele dia. Aproveito este espaço para agradecer a Solidariedade e o Amor de toda a minha família, amigos, médicos, sacerdotes, cuidadores .... bjs no coração de todos


SOBRE ANGELA MARIA ALY CECILIO


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